Wednesday, February 06, 2008

Um Carnalândia de folia

Close your eyes, and I’ll kiss you

Quem diria que o Carnaval em uma micro cidade do interior seria tão bom? Primeiro vamos focar em Analândia. Ela é muito pequena, mas pequena mesmo. Nem rodoviária tem por lá. Os ônibus para outros locais do Estado saem da praça e, como a praça estava completamente ocupada pelo Carnaval, não tinha ônibus saindo de lá durante todo o feriado. A praça é o centro da cidade e não foge nenhum pouco ao modelo clássico brasileiro. A igreja está lá, assim como a farmácia e o banco. Ah, só há um banco na cidade e não é o do Brasil. A única agência é do Bradesco, com um caixa 24 horas que não libera grana nem a pau. Então, se sonhar em passar alguns dias por lá, é melhor levar cash.

O melhor de Analândia está no ecoturismo de aventura. O que não falta são opções. Tem tirolesa, arvorismo, rapel, escalada, rafting e por aí vai. Nem precisa procurar muito. Na cidade inteira só tem duas agências que proporcionam esses passeios. E os preços são os básicos: de R$20 a R$ 50 pelas atividades. Também tem cursos de escalada técnica para os mais interessados, com preço sob pesquisa. Infelizmente o auê do Carnaval não permitiu que eu fizesse qualquer uma dessas atividades.

Deixando as belezas naturais de lado, vamos ao que interessa. Carnaval!

Sexta-feira (1 de fevereiro) – Eu, Alê, Breno e Terrorista saímos de Sampa às 22h e só chegamos em Analândia à 1h34. A festa já rolava solta na praça. Decidimos passar em casa para deixarmos nossas coisas. O primeiro dia foi só o esquenta. Saímos da praça às 5h00 da matina e fomos armar nossas barracas (literalmente! Ficamos acampados no quintal). Como os meninos (B. e Alê) ficaram para trás, eles fizeram questão de nos acordar quando chegaram e com a música que virou a trilha sonora do Carna (Close your eyes and I’ll kiss you... sem se esquecer da contagem antes de começar a soltar a voz).
Nível alcoólico: 1 (só biquei a cerveja dos meninos)

Sábado (2 de fevereiro) – Acordei com o sol cozinhando a barraca... E saí com meu colchão para tentar ganhar mais algumas horas de sono na área. A Portelinha ganhou mais uma barraca agregada e começou a fazer sucesso. Afinal, B. Antena botava “ordem” em tudo. Banho de cachoeira a tarde inteira, porque indo dormir às 5h da matina não dava para levantar antes das 11h. À noite, bora pra praça novamente. Cara de chuva, jeito de chuva e caiu o maior toró enquanto nos divertíamos. Foi piração total, voltamos para casa tomando um banho de chuva e com o pé no chão... mas, ao chegarmos lá, quem disse que era caminha quente? A barraca estava molhada e, como uma boa do lar, lá fui eu enxugar a barraquinha. Ah, esse também foi o dia do Shot Gun (pequena explicação: trata-se de uma garrafa pet de 2 litros sem o fundo, conectada a uma mangueira, com uma torneira na outra ponta. Você coloca uma garrafa de cerveja lá dentro, abre a torneira e entorna tudo em ... uhn... 5 segundos. Pira!). Não dava para ficar sem testar, né?
Nível alcoólico: 7 (Shot gun não é brinquedo não).

Domingo (3 de fevereiro) – De pé cedo... 11 da matina (rs). Depois de esperar todo mundo se colocar de pé, fomos para o Escorrega. Pausa para um pequeno comentário: antes de chegarmos ao Escorrega, encontramos – por um acaso toooootalllll – a Fazenda do Roncador, onde a Bacchi e a Ticiane Pinheiro gravaram o Simple Life... De volta ao Escorregador... Para quem ainda não conseguiu imaginar o que é isso, é uma queda de água que parece um escorregador. Exatamente por isso muitas pessoas saem de lá com a bunda toda ralada (meu caso não poderia ser diferente!). O melhor de tudo isso não foi nem a paisagem (maravilhosa, por sinal), mas a aventuraaaaa.... Descer o escorrega fazendo Shot Gun foi o pontapé inicial para uma nova modalidade da gostosura, o Shot Gun Adventure. A adrenalina é tanta que os malucos nem pensam na pedra no final do escorregador. Isso sem contar na cena pornográfica do Alessandro no fim do Escorrega, praticamente chupando a cara de uma menina. À noite, praça mais uma vez. Como as músicas eram as mesmas e os meninos estavam completamente pirados, eu preferi fugir para casa cedo. Mesmo porque a intenção era fazer rafting no dia seguinte. Mas, antes de partir, eu tive o prazer de ver Kdu limpando a janela do Samuca com um bombinha de água vazia e um pano imaginário. Louco? Não... chapado total.
Nível alcoólico: 5 (Um Shot Gun para ganhar uma aposta do Alessandro foi o suficiente para fazer o mundo rodar completamente).

Segunda (4 de fevereiro) – Manhã tranquila... de pé às 10h... Rafting? Chegamos tarde. A solução foi ir para o Morro do Cuscuzeiro. Mas nada além de sentar e comer olhando aquela pedra magnífica e sentindo a maior inveja de quem estava escalando. Ficamos ali até o fim da tarde, quando fomos para casa fazer o xurras. No começo da noite, era hora de ir embora... Meu carnaval estava chegando ao fim, mesmo que o feriado só fosse no dia seguinte. Responsabilidades.... responsabilidades...
Nível alcoólico: 0 (eu tinha que trabalhar no dia seguinte).

2 comments:

Breno Luz said...

Sem contar em automóveis com piloto semi-automático, Gol que roubou o slogan do Fox, e por aí vai. :)

Anita Deak said...

Ai, ai, q cena é essa... Seria o primeiro carnaval juntos e eu perdi essa! Ai q lástima :(